Tenha uma boa alimentação

Diversos estudos já evidenciaram a relação entre alimentação e o câncer. Neste contexto o Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que para prevenção da doença é necessário manutenção do peso corporal adequado a partir de bons hábitos alimentares onde sejam postas em prática duas situações:

Aumento na ingestão de alimentos que podem prevenir o surgimento da célula tumoral e diminuição do consumo dos alimentos promotores, que tem potencial de promover o surgimento da doença. Falando um pouco sobre cada um:

 

Alimentação para Prevenção do Câncer:

 

Frutas, verduras e legumes: Ricos em fibras e antioxidantes. O consumo de 20 a 30 gramas de fibras por dia está relacionado à diminuição do tempo do trânsito intestinal, logo, substâncias potencialmente agressoras ao organismo tendem ficar menos tempo em contato com o tecido intestinal e consequentemente, menor é a possibilidade de serem absorvidos. Além de funcionar como verdadeiros “varredores” as fibras embora não sejam absorvidas no intestino, lá produzem ácidos graxos de cadeia curta, fonte energética primária para os colonócitos, células do cólon que quanto mais saudáveis estiverem, menor será a tendência à carcinogênese. Além destas fontes também encontramos fibras nos feijões, cereais integrais e farelos como os de aveia, gérmen de trigo, linhaça e outros. Não bastando serem ricos em fibras, frutas, verduras e legumes são fornecedores naturais de vitaminas e minerais que têm função antioxidante, isto é, capazes de retardar ou mesmo evitar reações de oxidação, envelhecimento ou má formação celular, processos envolvidos na carcinogênese.

 

Já está estabelecido que a ingestão de cinco porções ou 400 gramas ao dia destes alimentos pode diminuir o risco de cânceres de  pulmão, cólon, reto, estômago, boca, faringe, esôfago, mama, bexiga, laringe, pâncreas, ovário, endométrio, colo do útero, tireoide, fígado, próstata e rim. (INCA)

 

Soja: Além de ter estrutura semelhante ao estrógeno humano, é rica em substâncias com funções anticarcinogênicas, antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-hormonais e anti-angiogênicas. A inserção da soja no hábito alimentar através de produtos como leites, proteína texturizada, tofu entre outros, pode fazer parte de um hábito alimentar saudável, porém, vale ressaltar que a biodisponibilidade das isoflavonas da soja é influenciada pela condição da flora intestinal e que aqui não está sendo recomendado sua suplementação.

 

Ômega 3: O uso constante de alimentos fonte de ômega 3 é capaz de aumentar a resposta imune, bem como possivelmente inibir a proliferação celular de tumores estrogênio dependentes.  Peixes de água fria como o salmão e a sardinha são bons fornecedores deste tipo de óleo, mas no Brasil o salmão comercializado é geralmente de cativeiro e, portanto, possui menor teor de ômega 3. Fica então a sugestão para o aumento do consumo da sardinha e também dos grãos chiae linhaça que além de fornecer ômega 3, são excelentes fontes de fibras. E para completar o efeito tumoricida, o ômega 3 deve ser ingerido ou administrado juntamente com alfa-tocoferol, presente na Vitamina E, encontrada nos grãos integrais, oleaginosas, gérmen de trigo e semente de girassol.

 

Cúrcuma: Presente no açafrão. Fitoquímico com potencial efeito antiproliferativo de células tumorais, anti metastático, antioxidante e anti-inflamatório. Inibe crescimento tumoral sem efeitos prejudiciais sobre células normais.

 

Licopeno: Presente principalmente no tomate e mamão. Poderoso antioxidante, seu consumo está relacionado à menor incidência de câncer de próstata e pulmão. No mamão a biodisponibilidade é de 60% e no tomate cru de apenas 13%, aumentando para 70% quando submetido ao  processamento térmico.

 

Flavonóides e Quercitina: Encontrados no vinho tinto, chá preto, uva, maçã, morango, cebola, couve, vagem, brócolis e nozes, estas substâncias são consideradas antioxidantes e quimio preventivas: inibe o crescimento e a angiogênese tumoral.

 

Alimentação com Potencial para Promoção do Câncer:

 

Alimentos ricos em Gordura: A alimentação pobre em fibras e rica em alimentos gordurosos como o leite integral, queijos amarelos, frituras, peles de aves, gordura externa das carnes e bacon expõe o intestino a um meio mais ácido e rico em toxinas que mais tempo ficarão em contato com esta mucosa, favorecendo a possibilidade de desenvolvimento de tumores principalmente de cólon e reto. Segundo o INCA, em relação a cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença.

 

Defumadose Churrascos: são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida (INCA).

 

Dieta Hipercalórica: A manutenção de dieta hipercalórica está diretamente relacionada ao ganho de peso corporal que por sua vez é comprovadamente fator causal de cânceres como o de mama e cólon, além de o acúmulo de gordura abdominal associar-se ao câncer de pâncreas, do endométrio e de mama pós-menopausa.

 

Embutidos e Salgados: A indústria alimentícia utiliza para conservação de alimentos como os picles, salsichas, enlatados e embutidos, substâncias denominadas nitritos e nitratos que no meio ácido do estômago, se transformam em nitrosaminas que têm ação carcinogênica potente e são responsáveis pelos altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem alimentos com estas características de forma abundante e frequente. Os alimentos preservados em sal, como carne-de-sol, charque e peixes salgados, também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago em regiões onde é comum o consumo desses alimentos (INCA).

 

Fique atento: No Brasil, segundo dados do INCA, observa-se que os tipos de câncer relacionados aos maus hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer e que em contrapartida o perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país.

 

 

Patricia Arraes

Nutricionista da Oncomed

Especialista em Nutrição Clínica e Terapia Nutricional Enteral e Parenteral

 

 

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