Câncer de colo do útero

Dr. José Bellotti (Ginecologista oncológico INCA e Oncomed Botafogo)

O câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente pelo HPV (Papilomavirus humano), sendo o terceiro tumor maligno mais freqüente na população feminina. A infecção por este vírus, apesar de muito comum, não causa doença na maioria das vezes. Porém, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer. Estas alterações são facilmente detectadas pelo exame preventivo e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a realização periódica do preventivo. O câncer de colo do útero em estágios iniciais geralmente não apresenta sintomas, só aparecendo nos casos mais avançados: 

 

- Secreção, corrimento ou sangramento vaginal incomum

- Sangramento leve, fora do período menstrual

- Sangramento ou dor após a relação sexual

 

Esses sintomas não significam que a mulher tem câncer, podendo indicar vários outros problemas, mas revelam que é preciso consultar um médico. Havendo suspeita de câncer o médico poderá pedir exames para confirmação, entre eles a colposcopia (exame que amplia em até 40 vezes as alterações do colo do útero, imperceptíveis a olho nú) e a biópsia.

As opções de tratamento para o câncer de colo do útero dependem do estágio da doença. Basicamente, existem duas opções terapêuticas e muitas vezes duas dessas abordagens podem ser usadas.

 

Existem alguns tipos de cirurgia para o tratamento do câncer de colo de útero, algumas envolvendo apenas a retirada da lesão e outras compreendendo a remoção completa do útero. A cirurgia pode ser feita, na maioria dos casos, por via minimamente invasiva (laparoscopia ou robótica).

 

- Conização ou Traquelectomia: é a retirada de uma porção do colo do útero em forma de cone. Pode ser usada como única forma de tratamento nos casos mais iniciais.

 

- Histerectomia Radical (cirurgia de Wertheim-Meigs): é a retirada do útero com os seus ligamentos (paramétrios) e da parte superior da vagina. É associada à remoção dos linfonodos pélvicos (gânglios linfáticos).

 

- Traquelectomia Radical: é a retirada do colo do útero, paramétrios e linfonodos pélvicos. Indicada nos casos onde a paciente ainda deseja engravidar.

 

O tratamento com radioterapia utiliza doses altas de radiação para eliminar as células malignas, sendo indicado naqueles casos de doença intermediária ou avançada. Pode vir de fonte externa ou interna (braquiterapia). Atualmente utilizamos uma combinação de radioterapia com quimioterapia, seguido de braquiterapia.

 

O prognóstico do câncer de colo de útero em estágios iniciais é bom, com mais de 90% das mulheres curadas após o tratamento. Porém, as taxas de sucesso estão diretamente relacionadas à qualidade do tratamento, devendo sempre ser realizados por profissionais com experiência oncológica.

 

Após o tratamento a paciente deverá ser acompanhada periodicamente, sendo realizada consulta clínica, exame ginecológico, coleta de preventivo e solicitação de exames de imagem.

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