Câncer de ovário

Dr. José Bellotti (Ginecologista oncológico INCA e Oncomed Botafogo)

O câncer de ovário é uma doença complexa, de difícil detecção nos estágios iniciais e de difícil tratamento. Como o ovário possui diversos tipos de células em sua superfície e seu interior, podem surgir diferentes tipos de câncer (epiteliais, estromais, células germinativas...). Cada tipo celular apresenta comportamentos, tratamentos e prognósticos diferentes. A maioria dos tumores de ovário são carcinomas epiteliais, isto é, com origem nas células da superfície do ovário. Nas fases iniciais raramente apresentam sintomas e quando isto ocorre em geral são sintomas vagos:

 

- desconforto ou dor pélvica

- urgência urinária

- alteração de hábito intestinal

- aumento do volume abdominal

- perda do apetite, emagrecimento

 

Pacientes que apresentam história familiar de câncer de mama, ovário ou são portadoras de mutação do gene BRCA têm maior risco de desenvolver câncer de ovário e devem ficar atentas a qualquer sintoma. Infelizmente, até o momento não existem exames preventivos para o câncer de ovário e o diagnóstico em fases iniciais é muito raro.

 

O diagnóstico é feito com base em exames radiológicos (tomografia, ressonância, ultrassonografia com doppler) e exames de sangue chamados marcadores tumorais. Cabe ressaltar que os marcadores tumorais podem estar alterados em várias outras doenças benignas. A única maneira de se confirmar o diagnóstico de um câncer de ovário é através da cirurgia, onde será realizada biópsia para correta identificação do tipo celular e avaliar a extensão da doença (cirurgia de estadiamento). Nos casos iniciais, onde a doença foi diagnosticada após a retirada de um cisto ovariano, será necessária nova intervenção cirúrgica para retirada do útero e do outro ovário, bem como retirada dos linfonodos (gânglios para onde células malignas podem se disseminar) e biópsias em locais específicos. Nos estágios avançados pode ser necessário a retirada de parte de outros órgãos acometidos pelo tumor.

 

Em casos onde a cirurgia proposta é demasiadamente extensa ou em pacientes muito debilitadas pode-se optar por iniciar o tratamento com quimioterapia, sendo indicada cirurgia posteriormente. Em situações excepcionais, onde a paciente deseja preservar a fertilidade, pode-se realizar uma cirurgia conservadora com preservação do útero e do outro ovário. Porém esta conduta vai depender do estadiamento da doença e do tipo histológico (célula) do tumor.

 

O prognóstico do câncer de ovário em estágios iniciais é razoável, sendo que nos casos avançados é comum ocorrer recidiva (retorno do tumor). Nestes casos a opção por novo tratamento com cirurgia ou quimioterapia vai depender da extensão do novo tumor e da resposta à quimioterapia.

 

Após o tratamento a paciente deverá ser acompanhada periodicamente, sendo realizada consulta clínica, exame ginecológico, solicitação de exames de imagem e marcadores tumorais.

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