O que é linfoma e quais as chances de cura

Dr. Jordana Ramires (Hematologista Oncomed Botafogo)

Entenda o que é

Linfoma é um tipo de câncer do sistema linfático. O sistema linfático produz e armazena células do sistema imunológico (que combatem infecções). Os órgãos que formam o sistema linfático são os gânglios ou nódulos linfáticos, o baço, o timo e a medula óssea. As células que

combatem as infeções circulam por todo o organismo através da rede linfática.

 

Quando uma dessas células adquire uma mutação e começa a crescer e se dividir de maneira descontrolada, ela se torna uma célula maligna, dando origem ao linfoma. Essas células podem se acumular nos nódulos linfáticos, no sangue, no baço e também em outros tecidos do

corpo. No Brasil, os Linfomas estão entre os 10 tipos mais frequentes de câncer e na maioria das vezes não se encontra nenhuma causa específica para o seu surgimento. Poucos casos podem ser associados à infecções por vírus ou bactérias (por exemplo: HTLV, Vírus da hepatite C, H. pylori) ou à deficiências na imunidade (por exemplo: pacientes submetidos à transplantes de órgãos tratados com drogas imunossupressoras ou portadores do vírus da imunodeficiência humana - HIV).

 

Principais Sinais e Sintomas

Um dos primeiros sinais do linfoma é o crescimento de um ou mais nódulos linfáticos. Os locais mais acometidos são o pescoço, a axila e a virilha. Porém, podem ocorrer também dentro do tórax e dentro do abdome. Geralmente, apesar de aumentados de tamanho, os gânglios

não são dolorosos. Dependendo da proximidade dos gânglios com outros órgãos, outros sintomas podem surgir. Por exemplo, nódulos aumentados próximos aos pulmões podem causar tosse, falta de ar ou dor ao respirar.

 

Outros sintomas dos linfomas são: cansaço, anemia, febre, perda de peso e suor intenso, principalmente à noite.

 

Tipos de Linfomas e Diagnóstico

Com relação à velocidade de crescimento, os linfomas podem ser do tipo agressivo (crescimento rápido) ou indolente (crescimento lento).

Com relação à célula tumoral, os linfomas podem ser do tipo: Linfoma de Hodgkin, quando são formados pela célula de Reed-Sternberg (uma célula com anomalias muito peculiares) ou Linfoma Não-Hodgkin, quando a célula de Reed-Sternberg não está presente. Essa última categoria se subdivide em diversos tipos de linfomas (mais de 20 tipos) e cada um desses necessita de um tratamento específico.

 

A principal ferramenta no diagnóstico dos linfomas é a biópsia do nódulo linfático aumentado. Um patologista examinará a biópsia no microscópio para avaliar se o câncer está presente. Exames de imagem por Tomografia, Ressonância e PET-scan são necessários para

descobrir todos os locais de acometimento da doença.

 

Outras coletas de materiais para diagnóstico podem ser necessárias para avaliar a presença das células malignas em outras partes do organismo, como por exemplo a biópsia da medula óssea (na suspeita de alterações na fábrica de sangue) e a punção lombar (na suspeita de

invasão de células tumorais no sistema nervoso central).

 

Tratamento

As principais modalidades de tratamento para os linfomas são a quimioterapia e a radioterapia ou uma combinação entre elas. Com o avanço atual da medicina, novos medicamentos que agem no controle da imunidade tem surgido e são considerados imunoterapias.

 

Alguns tipos de linfomas mais agressivos ou reincidentes (que retornam após o tratamento inicial) podem necessitar do Transplante de Medula Óssea autólogo, no qual as células transplantadas são provenientes do próprio paciente. Este é considerado um procedimento de baixo risco e com altas taxas de sucesso.

 

A cura

Os linfomas são doenças potencialmente curáveis. De maneira geral, os linfomas agressivos, apesar de mais graves, possuem uma maior chance de cura. Já os linfomas indolentes, possuem uma maior chance de controle e os pacientes podem conviver com a doença por muito

tempo.

 

A escolha do tratamento ideal para cada paciente dependerá de alguns fatores, tais como:

tipo da doença; estadiamento, isto é, se a doença é avançada (várias partes do corpo) ou localizada; idade do paciente e infiltração do sistema nervoso central.

 

O sucesso terapêutico está diretamente relacionado à escolha correta, individualizada para cada paciente e à adesão ao tratamento. Consulte o seu médico sobre os riscos e benefícios de cada um deles.

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