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Amanda Fontoura
De volta às trilhas e caminhadas
Por conta de um Linfoma de Hodgkin que causava dores nas costas, tosse persistente, muito cansaço e sudorese noturna e levou oito meses para ser descoberto, a servidora da Prefeitura do Rio Amanda Fontoura, 36 anos, teve que interromper as trilhas que fazia com o namorido, como faz questão de dizer. Isso em 2011, porque hoje, aos 51 anos, ela recorda aliviada de quando, após operar e passar por sessões de quimioterapia e rádio e se ver livre da doença, incluiu a caminhada em seu dia a dia.
“Antes de descobrir o linfoma, eu fazia trilha com o meu namorido a cada duas semanas e apenas algumas caminhadas porque não tinha tempo. Mas depois de passar pela doença a gente vê o mundo com outros olhos e encontra um jeito de priorizar o que nos dá prazer, e mais: a conseguir tempo para coisas realmente importantes e entender que atividade física faz parte dos cuidados com a saúde”, destaca Amanda.
Até o diagnóstico, Amanda viveu uma verdadeira peregrinação de exames e médicos, ouvindo que os resultados estavam normais, que não era nada e iria passar. “Mas não passou, e fui ao clínico da minha mãe, doutor Jorge da Costa Pereira, que viu os caroços do ouvido ao ombro, conferiu os exames e suspeitou de cara que era Linfoma de Hodgkin, me encaminhando para um oncologista. Assim cheguei à Oncomed, sendo recebida pelo doutor Victor Marcondes, um profissional incrível que me transmitiu muita segurança desde o primeiro contato. E foi tudo muito rápido, quatro meses de tratamento intenso com cirurgia e quimios, e depois as rádios na Clínica São Vicente, na Gávea, pois a Oncomed ainda não tinha este serviço”, justifica.
Para Amanda, começar logo e ter uma rede de apoio especial fez toda a diferença. “Vivi um período realmente desafiador, mas a minha família é muito católica e a nossa fé ajudou a enfrentar o tratamento. Em nenhum momento deixamos de acreditar que daria certo. Hoje, olhando para trás tenho certeza que todo o cuidado que recebi da equipe da Oncomed, dos outros médicos, da minha família e do meu namorido, com quem eu já estava há quatro anos, foi crucial para a minha recuperação. Ele pesquisou até alimentos que ajudariam na minha cura, e no fim tudo deu certo”.
Depois de vencer o câncer, Amanda - que não tem filhos e trabalha na Cidade Nova, no Rio - retomou firme as trilhas e sempre arranja uma hora para caminhar no calçadão da orla de Niterói, de Icaraí (bairro em que ela e também o namorado residem) até a Boa Viagem.
“Sempre amei a natureza, caminhar, fazer trilhas e viajar para descobrir novos lugares. O diagnóstico de câncer foi duro e provocou uma pausa em tudo isso. Mas graças a Deus recuperei a minha rotina, e hoje celebro a vida com imensa gratidão pela minha cura. Foi uma alegria poder retomar as atividades que me deixam feliz e caminhar com a certeza de que a vida acontece agora e a nossa felicidade não deve ser deixada para depois”, destaca Amanda.
