
Edna de Oliveira
A arte de tornar a vida mais doce
Um carcinoma descoberto na mama esquerda em 2001 e as metástases na coluna, bacia e fêmur que vieram oito anos depois, em 2009. O desafio foi grande, mas Edna Moita de Oliveira, 75 anos, diz que ver a morte de perto foi só mesmo com a Covid, em 2020, quando ficou 18 dias internada. “O diagnóstico do câncer é ruim, mas não ficamos apavorados e levamos numa boa, com muita fé. Já com a Covid eu fiquei muito mal, e pensei até que não fosse mais sair do hospital”, lembra Edna.
Com o “não ficamos apavorados”, Edna se refere à sua família. De formação católica, mas respeitando todas as religiões, esta professora aposentada - que teve uma pequena escola em São Gonçalo, onde mora, e retirou a mama reconstruída no mesmo dia - diz que sua força para enfrentar todas as fases da doença veio do apoio incondicional do marido Amilton Jorge (com quem está casada há mais de 50 anos), das três filhas, dos genros e dos cinco netos. Desde então, ela retribui o tanto de amor recebido fazendo brigadeiros e outros docinhos, o que virou o seu hobby. Mas só para adoçar ainda mais a vida da família e amigos.
“Recebi muito carinho e oração dos amigos da igreja, mas o que mais me fortaleceu foi mesmo a presença constante da família. Caminhamos unidos na fé, na certeza de que juntos venceríamos. Eu fui também muito abençoada por ter a Oncomed na minha vida, e agradeço todos os dias por essa clínica com esse ambiente tão acolhedor. E mais: sabe aquele amigo que sempre podemos contar nas horas difíceis? Esse é o doutor Alexandre Coury, que até hoje cuida de mim”, destaca Edna, que desde 2010 toma um medicamento uma vez por mês para controle das metástases, e segue vivendo muito bem.
“A Edna é uma mulher incrível, convive com metástases há 16 anos, uma delas tida como rara, no músculo do fêmur, mas não reclama de nada. E só desistimos da escola para termos mais tempo de aproveitar a nossa família, a vida... Do nada a gente resolve viajar, sai por aí e passa uns dias fora. Apesar de termos casado contra a vontade dos meus sogros, logo entramos todos em harmonia e seguimos com uma vida muito feliz. Nem mesmo o câncer mudou isso”, conta Amilton, 82 anos e driblando o Parkinson. Claro, com a ajuda e o amor de toda a família, além dos docinhos da Edna.
