
Sandra Pinheiro
Em vez da revolta, confiar e seguir com fé
O exercício da fé sempre fez parte da vida de Sandra Pinheiro. Em 1992, aos 34 anos de idade, ela casou, herdou dois enteados pré-adolescentes e logo teve dois filhos. Priorizando cuidar da família, Sandra trocou os quase 20 anos da carreira de bancária pelo ateliê de cerâmica montado na casa em que moravam em São Francisco, Niterói. Ali ela produzia as peças que vendia na Babilônia Feira Hype, no Rio de Janeiro; no Campo de São Bento, em Icaraí; e em Búzios, na Região dos Lagos. Tudo ia bem até que em 2009, os exames preventivos indicavam um tumor na mama.
Em poucos dias ela estava diante do mastologista e cirurgião oncológico Rodrigo Souto, foi submetida à uma cirurgia conservadora e viveu um período de desafios físicos e emocionais. Um grande caroço se criou no local da cirurgia e Sandra precisou de outra intervenção seguida de muitas sessões de quimioterapia e rádio.
“Era o começo da verdadeira saga que viria pela frente. Sofri quase dois anos até que a ferida fechasse. Mas em nenhum momento perdi a minha fé, nunca perguntei a Deus o motivo de passar por tudo aquilo. Em vez de revolta, escolhi confiar. Em vez de questionamentos, orava para ser curada. E graças a Deus, tive respostas com o acompanhamento do doutor Rodrigo e do doutor Luiz Henrique Guedes, oncologista que conheci no Hospital Antônio Pedro por meio de uma amiga que lá estava com o marido internado. Ele me transmitiu muita segurança e me tratou por anos na Oncomed”, lembra Sandra.
Após o duro enfrentamento da doença com a ajuda da família, dos amigos, do artesanato e da religião, Sandra, que é espírita, passou a praticar ainda mais a fé que já fazia parte da sua vida. O ateliê e a rotina de trabalho deram lugar a uma existência voltada para a espiritualidade, a gratidão e a certeza de que cada dia é um presente.
“Entendendo tudo isso, diminui o meu ritmo de trabalho e há quase dez anos fomos morar em Cabo Frio, onde passei a frequentar uma casa de caridade auxiliando nos projetos sociais. Sigo acreditando que uma das minhas missões é testemunhar o que vivi e assim fortalecer pessoas que atravessam momentos difíceis”, diz Sandra, 68 anos, já aposentada e com cinco netos. Sem a doença há mais de dez anos, Sandra recebeu em 2023 a notícia que tanto esperava:a alta médica. A lembrança daquele dia ainda a emociona.
"O doutor Luiz Henrique olhou para mim e disse: 'Pode ir embora. Você é uma guerreira e está de alta'. Eu quase morri de chorar. Foi um choro de emoção e também porque eu não o veria com tanta frequência esse médico que acolhe a todos e é simplesmente maravilhoso. Eu amo esse médico... Na verdade, a gente acaba desenvolvendo uma relação forte com esses profissionais diferenciados que a Oncomed consegue reunir. Eles cuidam da gente, nos dão força, participam e colaboram com o nosso processo de cura", disse Sandra emocionada.
Sobre um conselho para quem passa pela doença, Sandra é enfática: “Não escute tudo o que falam. Cada um tem a sua história. Eu só pedia a Deus para me curar e nunca questionei os seus planos”, afirma Sandra, provando realmente o exercício da fé: a prática diária de confiar em Deus, tendo como pilares principais a oração, a escuta da Palavra e a obediência aos seus ensinamentos.
